Grandes museus localizados em Paris fecharam as portas neste sábado (24), enquanto o governo mobilizou uma força policial massiva para conter uma nova onda de manifestações em todo o território francês. A medida drástica busca impedir a repetição dos atos de extrema violência registrados na semana passada, que impressionaram a população com cenas de destruição.
Esquema de segurança reforçado e mobilização
O Ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou que até 70 mil policiais serão mobilizados em todo o país, juntamente com helicópteros, veículos blindados e canhões de água. A expectativa é de uma adesão expressiva da população, visto que mais de meio milhão de pessoas tomaram as ruas nos atos anteriores.
Ícones culturais e turísticos, entre eles o Louvre, o d’Orsay, o Picasso e o Grand Palais, permaneceram fechados neste sábado. No setor cultural, a Art Basel — considerada uma das feiras de arte contemporânea mais prestigiadas do planeta — abriu as portas ao público na sexta-feira (23), mas o risco de novos confrontos forçou os organizadores a cancelarem a agenda programada para o fim de semana.
Comércio protegido e tensão nas ruas
Ao longo da semana, lojistas da capital francesa ergueram barreiras físicas na entrada dos estabelecimentos. Próximo à Place de la République, um dos epicentros da tensão no fim de semana passado, bancos e outros comércios foram blindados com placas de madeira para barrar a ação de vândalos.
Após os episódios de depredação, o prefeito de polícia de Paris, Patrice Faure, instou os comerciantes parisienses a contratarem seguranças. Ele posteriormente esclareceu que proteger os proprietários de negócios e seus estabelecimentos é responsabilidade do governo.
Proibições e conflitos pelo interior
Enquanto marchas foram autorizadas em Paris e Marselha, autoridades locais vetaram manifestações em cidades como Lyon, Nice e Montpellier. A tensão, contudo, já se fazia presente no interior.
Em Lyon, veículos de imprensa locais informaram que a força policial utilizou gás lacrimogêneo na manhã deste sábado. O impacto dos protestos anteriores fora da capital foi severo: dois suspeitos de incendiarem a prefeitura histórica de Limoges, edificação do século XIX, foram alvos de investigação formal e permanecem detidos, enfrentando acusações que incluem tentativa de assassinato de um funcionário público.



