sábado, 24 de outubro de 2026
Noroeste

Último debate presidencial na TV Globo divide avaliações e mantém indefinição na reta final

Cenário de acirramento mobiliza bases e deixa margem estreita para a conversão de votos decisivos no domingo

Debate na Globo divide avaliações e mantém indefinição na disputa presidencial

O derradeiro confronto entre os presidenciáveis no segundo turno, transmitido na noite de sexta-feira (23) pela TV Globo, encerrou-se sem um ganhador absoluto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) travaram um embate focado em propostas, contestações de trajetórias e embates pessoais, com opiniões divididas entre analistas quanto ao desempenho de cada um na véspera do pleito.

Desempenho e tom do confronto televisivo

Enquanto uma parcela dos comentaristas políticos apontou vantagem para Lula, outros destacaram o desempenho de Flávio Bolsonaro, especialmente sua capacidade de apresentar propostas e sustentar o confronto com o atual presidente. O encontro começou com discussões voltadas a temas nacionais e econômicos, mas o tom elevou-se nas etapas finais com o surgimento de denúncias, investigações e menções a casos como o do Banco Master.

Cenário das pesquisas eleitorais

Os levantamentos divulgados antes da votação revelam um panorama de forte equilíbrio na preferência do eleitorado:

  • Datafolha (23/10): 50% dos votos válidos para cada candidato; no total, Flávio registra 47% contra 46% de Lula (2.520 entrevistas, margem de 2 pontos, 95% de confiança).
  • Quaest (21/10): Flávio Bolsonaro com 50,56% e Lula com 49,44% dos votos válidos.
  • PoderData: 51% para o senador e 49% para o atual presidente.
  • RealTime Big Data: 52% a 48% a favor de Flávio Bolsonaro.

O peso dos eleitores indecisos e da abstenção

Apesar de o Datafolha indicar que 94% do eleitorado já está decidido, parcelas específicas continuam em aberto, como 23% dos votantes de outros candidatos no primeiro turno que admitem rever a escolha. Além disso, a taxa de comparecimento às urnas e o controle da abstenção ganham papel estratégico para definir o resultado em um contexto de margens tão estreitas.

Com análises divergentes e pesquisas apontando proximidade numérica, os presidenciáveis encerram a campanha altamente polarizados. A definição exata de quem comandará o país nos próximos anos será conhecida nas urnas neste domingo.

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